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segunda-feira, 24 de junho de 2013

O difícil não é matar um Leão por dia, o difícil é desviar das Antas ...

Todos que de alguma maneira estão envolvidos em um ambiente de projetos, sabem muito bem o quão difícil é entregar um projeto no prazo, dentro do escopo, dentro do custo, em fim, com qualidade.

Seja qual for o prazo, escopo ou custo, todos nós nos deparamos com diversas situações que divergem com o sucesso do projeto: hora é por conta do aeroporto que fechou, as vezes é um erro de planejamento de compras, recurso incapacitado, logística mal feita, acidente de trabalho, em fim, os sintomas de fracasso são muitos, mas não tenho duvidas que todos concordam que o maior dificuldade está na gestão de um componente que ha em todo projeto, chamado "PESSOAS".


Com o passar dos anos, percebi que o que o PMBOK chama de "Partes Interessadas" (pessoas ou entidades que de alguma maneira são envolvidas com um ou mais projetos), na pratica tem algumas variações, por isso decidi criar 3 variações de "Partes Interessadas":

A primeira delas, é o que eu chamo de  "Partes Desinteressadas". Essa classificação é para aquele tipo de pessoa que na caçada ao leão não se preocupa nem em levar munição, pra esse tipo de pessoa se no final da caçada o bando voltar com um Leão ou um Coelho, pra ela dá na mesma, afinal não tem interesse nenhum em pegar o Leão  (apesar de ser o primeiro na fila do churrasquinho no final do dia)!

Outra qualificação que eu criei, foi o das "Partes Quase Interessadas", essas são aquelas que participam do projeto, mas só focam no que é benéfico para si mesma. É como se na caçada ao Leão, ela só levasse na mochila as coisas dela, sem se importar se é preciso ajudar a levar os mantimentos, água, munição extra, corda, em fim, não tem desenvolvido em si o senso de coletividade.

A classificação predileta dos gerentes de projetos, são as partes "Muito Interessadas", essas sim, são aquelas que as 7:00 da manhã já estão com as mangas da camisa dobradas!
São muita vezes pessoas que nem ocupam um cargo de destaque na empresa, mas que participam ativamente no projeto, essas compram briga em caçar  o Leão, sem duvida serão as primeiras a atirar e vão na frente do bando na caçada.


Bom , a verdade é uma só: tem muita caçada acontecendo por aí, só resta você decidir se vai atras do Leão, ou se vai ser mais uma Anta no meio do caminho !

sábado, 15 de junho de 2013

AGÊNCIA DE CULPADOS

Quem nunca pensou em abrir um negocio próprio não?
Acho que todo assalariado brasileiro, de tempos em tempos (geralmente depois das sessões de feedbacks com o chefe) tem esse pensamento, seja para abrir uma pousada no nordeste ou uma pizzaria no bairro .
Pelo pouco que eu conheço sobre inovação e empreendedorismo, eu sei que as grandes idéias vêem em momentos em que se menos espera. E dessa forma aconteceu comigo, dias desses voltando de uma visita em um cliente, estive refletindo sobre como as pessoas enfrentam situações difíceis no trabalho  e  como se dá o processo de solução de problemas nas empresas.
Pensando nisso, tive o que muitos chamam de "insight" , e me veio a ideia de montar uma "AGÊNCIA DE CULPADOS".


Que nada mais seria do que uma empresa de serviço, que contaria com diversos colaboradores  de segmentos variados como engenharia, contabilidade, marketing entre outros. E  funcionaria da seguinte maneira :

Sempre que houver algum um problema na empresa(mesmo que não muito grave), o cliente vai ligar na nossa agência e encomendar um "culpado" :

CLIENTE:- Alô ? É da agência de culpados ?

AC::- É sim senhora, no que podemos ajudar ?

CLIENTE:- Olá acontece que estamos com um projeto atrasado,e que também está com o custo estourado, porém não fazemos a mínima ideia do porque isso aconteceu, mas precisamos de um culpado pois haverá reunião de Status com a diretoria amanhã.

AC:- Sim, claro, neste caso recomendo um culpado sênior, pois reuniões de Status demandam algumas "tentativas de explicação" , certo ?

CLIENTE:- Isso mesmo, temos alguns gestores nesse projeto que são bem críticos,  e podem questionar coisas que não saberemos responder !!!

E assim enviaríamos o nosso profissional a empresa, e este será o "culpado" de seja lá qual for o problema. Por ser uma pessoa altamente treinada em levar a culpa,  ele não necessariamente teria uma resposta efetiva para o problema , seria apenas o "culpado". A reunião duraria algumas horas, pois é preciso descontar toda a frustração de um resultado ruim sobre um "culpado", algumas pessoas esboçarão uma tentativa de resolver o problema, mas logo se acomodarão com a presença do culpado e todo o peso do fracasso cairá sobre ele, deste modo, os participantes sairão da reunião com a sensação de problema resolvido, mas terão apenas achado um "culpado" !

Infelizmente não é rara as vezes em que nos deparamos com profissionais que mais  se preocupam em achar um culpado (ou não ficar com a culpa), do que resolver os problemas em si. Em geral são pessoas que preferem ficar na reclamação do que na ação, nem sempre tem pro atividade , quase sempre são os primeiros a apontar uma falha e invariavelmente são os últimos a ajudar na solução.
Não creio que haja uma solução para esse tipo de gente, mas acho que nesse tipo de situação devem ser os primeiros a dobrar as mangas e enfrentar os problemas, pois só assim sermos melhores profissionais não ?


E aí, topa o negocio ? Se não der certo, nao venha me dizer que a culpa foi minha hein!!!! 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Gestão de Pessoas", isso ninguém me ensinou !!!


Quando eu cursei "Processamento de Dados" em 1996 (É gente, o tempo passa!!!rs),eu tinha matérias como: "Lógica de Programação", "Sistema Operacional", "Hardware", “Redes” (ai Tanenbaun...) entre várias outras. Ou seja, estava envolvido com tudo que era técnico, e esse interesse / foco se estendeu por vários anos passando pela fase de faculdade (1999, sim no século passado) naquela época eu só falava sobre “encapsulamento”, “comandos de banco de dados” (SQL), “topologia de rede”, “versões de Linux” entre vários outros assuntos estritamente técnicos.


Não que isso tudo não seja importante, muito pelo contrário, eu sou da turma que acredita que um bom aprendizado técnico dá ao profissional de TI uma boa base, seja ele uma pessoa que ocupe um cargo gerencial ou não (nada como uma escovação de bit de vez em quando não é?).

Ocorre que nessa época, ninguém me avisou que mais difícil do que escrever um comando SQL (SELECT * FROM...) é responder a perguntas como: “Porque eu tenho que fazer isso?...”, “Como assim vai atrasar?...”, “Quando vamos fazer isso ou aquilo?”.



Hoje percebo e posso afirmar que a maior parte do tempo do gerente de projetos é focado na resolução de problemas, problemas esses que tem várias origens:



- Problemas de Comunicação.

- Problemas de Alocação de Recursos.

- Problemas Técnicos.

- Problema de Prazo.



Para aumentar essa lista, basta abrir a "caixa de entrada" de um Gerente de projetos, que certamente novos “tipos de problemas” serão acrescentados.



Inevitavelmente para resolver esses "tipos" de problemas o Gerente de Projetos vai precisar lidar com pessoas, e aí entra em jogo o que chamamos de Soft Skills, que basicamente são as habilidades (não técnicas) para gerir e desenvolver equipes, essas habilidades são como, por exemplo: empatia, influência, criatividade e facilitador (no sentido de realizar alinhamento de questões não resolvidas).



Sendo pratico, quem nunca teve de negociar um prazo ou escopo para conseguir realizar as entregas do projeto, com certeza em algum momento você teve de "influenciar" ou "persuadir" alguém a fazer algo, e isso definitivamente não se aprende na escola (pelo menos no curso de "Processamento de Dados").

Sei que ha uma vasta literatura a respeito disso, e particularmente é um assunto que me encanta, mas eu acredito que isso seja algo que se aprende com a vida (quem já teve que negociar o futebol do final de semana com a esposa sabe o que eu estou falando!).



Não acho que deva haver uma formula para a "resolução de problemas", mas acredito que as horas de voo contribuem em 90% dos casos.




WR.